O cume mais alto da América encontra-se na sua totalidade no território argentino, Conforme medições sua altura é de 6.969 m encontrando nos seus arredores uma grande quantidade de cumes que superam os 5000 metros.
 
 

Seu nome

Seu nome indígena é de origem quéchua e se traduziria como “Sentinela de Pedra”. Em araucano, afirma que vem de “Aconca-Hue”, uma expressão mapuche aplicada ao rio do mesmo nome. 
 
História
No colosso da América moraram os araucanos, mais tarde os Incas, que provinham do longínquo Cuzco, invadiram estas regiões levando consigo sua cultura e sua língua: o quéchua.
No ano 1985 foi descoberta uma múmia incaica, um jovem sacrificado no lugar (5.000 m.) e junto a ele se encontraram oferendas como penas, pequenas estátuas, etc.
No ano 1817, o General Dom José de San Martín, “o primeiro montanhês da América” atravessou os altos passos fronteiriços do Aconcagua entre a Argentina e o Chile, libertando o país da dominação espanhola.
No ano 1833, o alemão Paul Gussfeldt, inicia brilhantemente a história da conquista desta montanha, e logra alcançar a altura de 6.560 m. Sua notável aventura, faltando só 500 m do cume, abre o caminho a futuras expedições.
No ano 1896, o alpinista inglês Edgard Fitz Gerald, procura um itinerário diferente à de Gussfeldt e descobre a rota que depois será a normal.
O primeiro argentino que chega ao cume foi o tenente Nicolás Platamura, este logro se realizou no dia 8 de março de 1934.
Até o dia de hoje inúmeros andinistas tem feito cume no colosso da América, descobrindo várias rotas.
 
 
Acesos
Tomando como ponto de partida a cidade de Mendoza, acede-se a “Puente del Inca” a 175 km. Da cidade através da estrada internacional que une a Argentina com o Chile (pavimentada em sua totalidade), com serviço regular de ônibus.
Desde “Puente del inca” ou “Punta de Vacas” até os acampamentos bases (“Plaza de Mulas”, “Plaza Francia” ou “Plaza Argentina”) pode- se chegar unicamente a pé ou de muares. Recomenda-se a contratação de empresas dedicadas à organização geral das expedições.
 
 
Épocas de Ascensão
Geralmente de dezembro a março. Deve-se ter previstos vários dias de reserva para esperar o tempo propício em casos de temporal. 
 
 
ROTAS
Rota Normal
Partindo desde “Plaza de Mulas” até a parte superior do chamado “Portezuelo del Manso” (5.200 m.), onde é aconselhável um par de dias para a aclimatação
Em alguns anos, forma-se uma pequena lagoa que serve para fornecer a água necessária para o esportista.
Seguindo por fáceis caminhos de pedras, chega-se aos refúgios de 6.000 m.; eles são: “Plantamura”, “Libertad” e “Belín”. Também se permanece um par de dias em procura de aclimatação. Desde aqui existem duas alternativas: a primeira é ir diretamente ao cume numa extenuante jornada; a segunda alcançar a zona do refúgio “Independencia” (6.400 m.) desde ali, no dia seguinte, alcançar o cume.
A primeira alternativa é a mais usual, mas tem o inconveniente que por um fator ou outro, a noite sempre surpreende na descida, e trata-se que a luz do dia acompanhe ao grupo. Na segunda, se bem a jornada é mais curta, a noite nessas alturas é muito incômoda, existindo o agravante de que o refúgio encontra-se semidestruído.
 
 
Glaciar de los Polacos
Remontando a quebrada do rio “Vacas” e do arroio “Relinchos”, arriba-se ao acampamento base “Plaza Argentina Superior” aos 4.100 m. de altura.
Desde o acampamento base, ascende-se em direção norte-noroeste por severas pendentes de caminhos de pedras até alcançar a cota de 4.700 m, onde se instala o acampamento Nº 1. Seguindo a direção indicada, alcança-se o “Portezuelo Ameghino” a 5.300 m., instalando o acampamento Nº 2. Desde o “Portezuelo se avança em direção sul-oeste, subindo pela ladeira norte da crista oeste até alcançar os 5.800 m. aproximadamente já no começo do“Glaciar de los Polacos”, onde se instala o acampamento Nº 3”. Uma vez que se alcançou o glacial, este não se abandona até lograr a cota de 6.500 m, muito próxima à borda do abismo e num lugar protegido pelas rochas do mesmo, instala-se o acampamento Nº 4, chamado “Piedra Bandera”
Para chegar ao cume desde este acampamento é conveniente uma parada para passar a noite a 6.700 m.
 
 
Rota Francesa
A parede sul apresenta, em seus quase 3.000 m. de altura um esporão que brinda uma relativa segurança diante dos desprendimentos de rochas e avalanches.
O acampamento base a 4.100 m. chamado “Plaza Francia”, à esquerda do começo do esporão, chega-se ao acampamento Nº 1 através de caminhos de pedras de fortes pendentes e escalada simples, na base das “Grandes Torres” aos 4.900 m.
Depois de um percorrido de considerável pendente no gelo e logo de ultrapassar uma pequena barreira de rocha, encontra-se a cachoeira do “Glaciar Superior” onde se instala o acampamento Nº 3 (6.400 m.).
Depois de uma travessia do esporão superior, com exigências do terreno (5º grau de dificuldade), instala-se o acampamento Nº 4 aos 6.700 m desde onde se acomete contra o cume.
 
 
Rota Argentina
A rota de aproximação é a través do “Valle de las Vacas” e “Relinchos” até “Plaza Argentina Superior”
O “Glaciar Este” está localizado entre o “Glaciar de los Polacos” e a parede sul e nasce aos 6.300 m. Os trechos inferiores não são de grande dificuldade, já que esta começa aos 6200 m A parte final se alcança perto do cume a través da borda do “Glaciar de los Polacos”.
 
 
Rota dos Mendocinos
Ingressa-se pelo “Valle de Horcones” até o cume do monte “Pirámide”, e de aí por uma calha próxima aos 6.100 m. se chega à rota original da borda sul-oeste que leva ao cume sul. A descida se realiza a través do “Gran Acarreo” para chegar a “Plaza de Mulas” 
 
 
Para maior informação visite:
www.aconcagua.mendoza.gov.ar
 
 
 
 
 
Todos los derechos reservados. Hoteleria de Mendoza © 2008